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HOMEM-BOMBA

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HOMEM-BOMBA
por "http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quando-surgiram-os-homensbomba" na data 05/04/2013

Quando surgiram os homens-bomba?
Os primeiros terroristas suicidas que explodiam o próprio corpo apareceram entre os séculos 14 e 16.
"Naquela época, o Império Turco-Otomano vivia um perído de expansão.
Uma das armas de seu Exército eram os guerreiros suicidas conhecidos como bashi-bazouks, que se precipitavam contra fortificações ou linhas de batalha do inimigo", diz o historiador Márcio Scalércio, da Universidade Cândido Mendes (RJ).
Depois vieram os anarquistas da Rússia czarista, os camicases japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas a partir da década de 50.
Mas é bom esclarecer que a expressão "homem-bomba" e a popularização da prática são bem mais recentes - mais precisamente, nos conflitos do Oriente Médio dos últimos 20 anos.
Tudo leva a crer que a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi o marco fundante para essa cultura de terroristas explosivos.
Inspirados pelas ações de xiitas iranianos, grupos radicais palestinos como Hamas, Jihad Islâmica e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa fizeram do homem-bomba sua arma favorita na luta contra Israel.
Hoje, jovens são doutrinados em escolas muçulmanas ou mesquitas e recebem prêmios pelo "ato de fé" - o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein chegava a pagar 25 mil dólares para a família de um suicida.
E a moda macabra já lança tendências: no Sri Lanka e na Chechênia já existem mulheres-bomba e, na Palestina, os terroristas não são mais mortos de fome sem perspectivas.
Uma pesquisa recente mostrou que a maioria dos homens-bomba palestinos vêm da classe média e têm boa educação.

VESTIDO PARA MATAR
Carregados de explosivos, suicidas usam disfarces até o momento do atentado.

"MASSINHA PERIGOSA"
O explosivo conhecido como C-4 (ciclotrimetileno-trinitramina) tem consistência maleável, semelhante à argila.
Depois de ser acionado por uma carga elétrica, o C-4 explode quase instantaneamente, voando por um raio de centenas de metros.
A ironia é que os Estados Unidos são os principais fabricantes desse explosivo plástico.

DESTRUIÇÃO MULTIPLICADA
Pregos, bolinhas de ferro e pedaços de vidro são embalados junto com a massa explosiva.
Quando a bomba é acionada, o material é arremessado com um impulso que supera em várias vezes a velocidade do som, alojando-se no corpo das vítimas.
A hemorragia causada pelos estilhaços causa mais mortes que o impacto da explosão.

O ÚLTIMO TRAJE
Embora não haja um padrão de roupa, no Oriente Médio os homens-bomba costumam usar um cinturão ou um colete com vários bolsos, onde são colocados pacotes contendo até 9 quilos de explosivo.
Esse traje é usado sob a roupa normal do terrorista.
Assim, disfarçado, ele chega ao alvo sem ser identificado.

FOGO NA BOMBA
Nos atentados mais recentes, homens-bomba palestinos têm usado detonadores elétricos ligados a uma pilha.
Quando o botão é acionado, a pilha emite um leve impulso elétrico, que logo detona toda a carga de C-4.

CÍRCULO DO TERROR
Um homem-bomba consegue ferir pessoas a um raio de até 200 metros da explosão.
Na hora da detonação, os terroristas escolhem locais cheios de gente, como centros comerciais.

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